A Universidade Agostinho Neto
(UAN), na qualidade de única Universidade Pública
em Angola, deve ser uma instituição de prestígio
e de reconhecida competência do subsistema de ensino
superior em Angola, pressupostos para a sua expansão
e desenvolvimento.
Elevar o papel de intervenção da Universidade
Agostinho Neto na sociedade, especialmente no domínio
da formação e investigação,
por forma a constituir um elemento activo do/no desenvolvimento
do nosso país, podendo ombrear com as restantes
Universidades de reconhecido prestígio do continente
africano e do mundo, tal é a finalidade que nos
leva a apresentar a nossa recandidatura a Reitor da Universidade
Agostinho Neto.
Estamos perante mais uma oportunidade, que a história
nos concede, de sermos nós os universitários
a traçar o futuro da Universidade Agostinho Neto,
através da eleição dos órgãos
do Governo da nossa “casa comum”.
Urge, pois, dar continuidade ao processo de transformação
da nossa Universidade em instituição de
referência, de prestígio e de reconhecido
mérito, para que:
» Todos os seus docentes, investigadores, discentes
e trabalhadores não docentes possam nele participar
com o saber, trabalho, empenho e objectividade;
» Os nossos pares, ou seja, as comunidades académicas
da região, do resto de África, dos países
de língua oficial portuguesa e do mundo cooperem
connosco com fundamento nos princípios, normas
e valores que universalizam o campo académico;
» O vasto campo da Comunidade Internacional reconheça
a devida importância do nosso Projecto e a consequente
necessidade de um contributo eficaz.
Nesta perspectiva, três pressupostos fundamentais
continuam a constituir o alicerce do programa de acção
para o exercício do futuro governo da Universidade
Agostinho Neto, a saber:
1. Universidade Moderna
2. Universidade Unida
3. Universidade Actuante.
O presente programa de acção revela as
razões que motivaram a nossa recandidatura, bem
como a nossa determinação para congregar
todas as sinergias da Universidade Agostinho Neto, de
maneira que ela ocupe um lugar de destaque na reconstrução
e desenvolvimento multifacético que Angola tanto
necessita.
É nesta medida, que para sublinhar quão
sinuosos e mesmo atribulados são os caminhos
da jovem democracia da Universidade Agostinho Neto,
recorremos, como referente metafórico, a três
provérbios africanos:
A criança que não cai, é aquela
que nunca tentou pôr-se de pé.
Numa palhota, não se caçam mosquitos com
fogareiro.
À árvore que não dá frutos,
ninguém atira pedras.
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